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Pobre meu pai

as vezes o tempo passa muito rápido. e quando vamos ver, já é tarde demais... Pobre meu pai Quatro punhos espalhados no ar Oito olhos vigiando o quintal E o meu coração de vidro Se quebrou Doido meu pai Sete bocas mastigando o jantar Sete loucos entre o bem e o mal E o meu coração de vidro Não parou de andar Pobre meu pai A marca no meu rosto É do seu beijo fatal O que eu levo no bolso Você não sabe mais E eu posso dormir tranqüilo Amanhã, quem sabe? Hoje, meu pai Não é uma questão de ordem ou de moral Eu sei que posso até brincar O meu carnaval Mas meu coração é outro Simples, meu pai Faça um samba enquanto o bicho não vem Saia um pouco, ligue o rádio, meu bem Não ligue, que a morte é certa Não chore, que a morte é certa Não brigue, que a morte é certa

15/12/2004 Publicada por tadeu

É uma das letras mais belas desse magnífico compositor capixaba, Sérgio Sampaio. De uma sensibilidade extremada e música belíssima. Parabéns pelo fotolog e por lembrar de sampaio. Jecy

25/01/2005 15:59 Jecyone Pinheiro jpinheiro21@estadao.com.br

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